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ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES OFÍDICOS NO PARANÁ E DESENVOLVIMENTO DE CARTILHA PARA IDENTIFICAÇÃO DE SERPENTES

ROSA, Carlos Daniel Liberato ¹; LEITE, Julio Cesar de Moura ³; SILVA, Sergio Eduardo Fontoura da ²
Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Farmácia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Neste estudo observou-se que há um expressivo número de casos de acidentes ofídicos que acontecem no Paraná em que a serpente não foi identificada. A não identificação compromete o tratamento adequado, podendo expor os pacientes a riscos como a administração incorreta de soroterapia e o desenvolvimento de doenças imunobiológicas. A falta da identificação pode ser indicativa de que os profissionais de saúde não estão conseguindo identificar os animais envolvidos. OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo avaliar a epidemiologia dos acidentes ofídicos ocorridos nos os anos de 2013 a 2022 no Paraná, correlacionando os dados com variáveis como faixa etária, sexo, acidente de trabalho, etnia e local da picada. Além disso, buscou-se desenvolver uma cartilha didática para auxiliar na identificação dos principais gêneros de serpentes presentes no estado, visando melhorar o diagnóstico e tratamento dos acidentados, bem como promover a conservação das espécies. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi conduzida por meio da análise de dados extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), organizados em planilhas e submetidos a testes estatísticos utilizando a plataforma SAS University Edition. Para a elaboração da cartilha, foram utilizados dados morfológicos e morfométricos das serpentes, imagens geradas por inteligência artificial, fotografias de repositórios públicos e fotos cedidas por profissionais, com linguagem acessível e design funcional. RESULTADOS: Os resultados revelaram que 95,90% dos acidentes registrados não tiveram a serpente identificada. O gênero Bothrops foi o principal causador de acidentes com identificação confirmada, seguido por Crotalus, Micrurus e Lachesis, este último com apenas uma ocorrência suspeita. A faixa etária mais afetada foi de 20 a 59 anos, com predominância de indivíduos do sexo masculino, e os locais mais comuns de picada foram pés e mãos. A maioria dos acidentes não esteve relacionada ao trabalho, contrariando o senso comum. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A análise dos dados evidenciou falhas no sistema de saúde quanto à identificação dos acidentes, reforçando a necessidade de atualização dos protocolos e capacitação das equipes médicas. A falta de identificação correta das serpentes compromete o tratamento dos pacientes e a conservação das espécies. A cartilha proposta se mostra uma ferramenta educativa essencial, contribuindo para a redução de diagnósticos equivocados, melhora na assistência médica e preservação da biodiversidade, além de promover a educação ambiental e desmistificação das serpentes junto à população

PALAVRAS-CHAVE: Serpentes; Acidentes ofídicos; Identificação; Epidemiologia; Cartilha.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador
Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBIC.

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