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PRÁTICAS INTEGRATIVAS NO COLÉGIO ESTADUAL SANTA ROSA A PARTIR DO QUESTIONÁRIO APLICADO ENTRE OS ANOS 2023 – 2024 SOBRE RACISMO E DIREITOS HUMANOS NO AMBIENTE INTRAESCOLAR

SIQUEIRA, João Paulo da Cruz ¹; NASCIMENTO, Sergio Luis do ²
Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Filosofia – Escola de Educação e Humanidades – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O racismo estrutural e institucional permanece marcante na sociedade brasileira, e a escola, enquanto espaço de formação, não está isenta dessa realidade. Apesar dos avanços legislativos e das diretrizes educacionais voltadas à promoção da igualdade racial, como a criação da Lei nº 10.639 de 2003 (que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira no ensino fundamental e médio), muitas instituições ainda tratam essas questões de forma superficial. A ausência de representatividade negra no corpo docente, a omissão diante de práticas discriminatórias e a falta de preparo para abordar temas étnico-raciais são aspectos que contribuem para a manutenção de desigualdades no ambiente escolar. OBJETIVOS: Esta pesquisa teve como objetivo compreender como estudantes negros e pardos percebem a abordagem das questões raciais em sua escola, identificar falhas na implementação das políticas públicas voltadas à educação antirracista e propor reflexões sobre práticas pedagógicas mais inclusivas. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou como principais instrumentos a observação participante, questionario fechado, entrevistas semiestruturadas e a formação de um grupo- focal com estudantes negros e pardos do Ensino Médio de uma Escola Estadual no munícipio de Curitiba. As informações coletadas foram analisadas com base na escuta sensível e na identificação de elementos recorrentes nas falas dos participantes. RESULTADOS: Os dados apontam que os estudantes reconhecem a falta de representatividade negra na instituição, a ausência de debates consistentes sobre racismo e a omissão de profissionais da educação diante de situações discriminatórias. Muitos relataram episódios de racismo envolvendo colegas e até mesmo familiares, evidenciando a naturalização dessas violências. Além disso, ficou claro o potencial crítico dos estudantes e o desejo de espaços coletivos de luta e resistência dentro da escola. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa revelou que, embora existam esforços pontuais, a escola ainda falha em sua função de promover uma educação antirracista e plural. O enfrentamento do racismo requer ações contínuas, formação docente adequada e a valorização da identidade negra dentro do espaço escolar. O trabalho realizado representou um passo importante, mas sobretudo apontou a necessidade de continuidade por meio de ações como a criação de grêmios estudantis ou coletivos negros que fomentem o protagonismo dos estudantes e contribuam para a construção de um ambiente mais justo e inclusivo.

PALAVRAS-CHAVE: Racismo estrutural; Educação antirracista; Juventude negra; Identidade; Representatividade.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador
Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBIC.

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