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PERFIL DE SOBRECARGA DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DOR CRÔNICA E ESTRATÉGIAS DESPRESCRIÇÃO

FERNANDES, Isadora Barros Parron¹; BIGNARDI, Paulo Roberto³
Colégio do(a) Estudante: Colégio Sant James
Supervisor(a): Marcia Yumi Kobayashi
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: Aproximadamente um quinto dos adultos no mundo têm dor crônica, e essa prevalência é de cerca de 45,33% no Brasil. Considerando que a população idosa é a mais afetada e que há maior prevalência de polifarmácia e de consumo de medicamentos potencialmente inadequados nessa população, verifica-se um problema de saúde pública ao expor essa população já fragilizada a riscos. OBJETIVOS: O objetivo principal deste estudo foi identificar o perfil de sobrecarga de medicamentos em pacientes com dor crônica, bem como analisar estratégias de desprescrição medicamentosa. MATERIAIS E MÉTODO: Este estudo transversal foi realizado com uma amostra de pacientes com idade superior a 60 anos, de ambos os sexos, provenientes da atenção primária do município de Londrina. Foram excluídos participantes que não assinassem o termo de consentimento livre e esclarecido ou que apresentassem alguma doença ou limitação que os impedisse de responder aos questionários. Foram coletadas características sociodemográficas, comorbidades (incluindo a presença de dor crônica) e informações sobre os medicamentos em uso. Para analisar a farmacoterapia, foram registrados todos os medicamentos utilizados pelos pacientes, incluindo os de práticas integrativas e complementares e os isentos de prescrição. Posteriormente, estes medicamentos foram categorizados e a sobrecarga foi analisada. RESULTADOS: Foram considerados 485 indivíduos (313 mulheres) com idade média de 69,7 anos. Entre eles, 40% (n=194) relataram dor crônica, tendo estes pacientes maior percentual de sobrecarga (28,3%) e de polifarmácia (39,7%, p<0,001), um DBI médio de 0,25 (p<0,001) e uso de medicamentos potencialmente inapropriados (27,3%, p=0,023). Além disso, foi produzido um protótipo de aplicativo centrado no profissional de saúde, com o objetivo de identificar medicamentos de risco e orientar pacientes sobre o processo de desprescrição e seus benefícios, tendo em mente que a educação do paciente é essencial para a adesão ao tratamento e para o uso de uma farmacoterapia mais segura. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A dor crônica esteve associada a maior complexidade e risco farmacoterapêutico em pessoas idosas, com maior ocorrência de polifarmácia, sobrecarga medicamentosa e uso de medicamentos potencialmente inapropriados. Esses achados reforçam a importância da avaliação da farmacoterapia e subsidiam o desenvolvimento de um aplicativo para apoiar a identificação de riscos e o processo de desprescrição. Pode-se considerar um investimento maior na produção de aplicativos móveis, visando à educação dos pacientes e ao facilitamento do registro da dor, reconhecendo sua natureza crônica e seus padrões.

PALAVRAS-CHAVE: Dor crônica; Sobrecarga; Desprescrição; Educação do paciente; Aplicativo móvel.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBITI Jr.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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