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AVALIAÇÃO DA DOR E EFEITO DA ANALGESIA NO COMPORTAMENTO DE GATOS COM ESPOROTRICOSE

FERRARI, Juliana¹; DARÓS, Ruan²; SATO, Sabrina Tiemi Morais³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGCA – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A esporotricose é uma micose subcutânea de grande importância para a saúde pública, devido ao seu potencial zoonótico e impacto clínico sobre os animais acometidos. Nas últimas décadas, apresentou uma expansão geográfica expressiva, sendo os gatos considerados a espécie mais susceptível à infecção e a principal fonte de transmissão da doença para outros animais e para os humanos, especialmente através de arranhaduras e mordeduras durante interações agonísticas. Apesar da relevância clínica, ainda são escassos os estudos que avaliam seus efeitos sobre a qualidade de vida dos gatos e de seus responsáveis. OBJETIVOS: O objetivo do estudo foi avaliar a relação entre o escore lesional, a percepção dos tutores quanto à gravidade da doença e a qualidade de vida dos gatos com esporotricose e de seus responsáveis. MATERIAIS E MÉTODO: Foram incluídos 34 gatos com diagnóstico prévio e em tratamento para esporotricose e seus respectivos tutores. A qualidade de vida foi avaliada por meio de uma versão traduzida do questionário “Quality of Life of Cats with Skin Disease” e posteriormente calculado os escores referentes à qualidade de vida dos gatos (QoL1) e dos responsáveis (QoL2). O escore lesional foi determinado a partir da avaliação das lesões cutâneas por meio de fotografias. RESULTADOS: As análises estatísticas incluíram estatística descritiva e correlação de Spearman (p < 0,05). Observou-se correlação positiva moderada entre o escore lesional e a qualidade de vida dos gatos (p = 0,521; p = 0,002), indicando pior qualidade de vida em animais com maior comprometimento clínico. Não foi observada associação significativa entre o escore lesional e a qualidade de vida dos tutores (p = 0,238; p = 0,182). Houve forte correlação positiva entre os escores de qualidade de vida dos gatos e de seus tutores (p = 0,676; p < 0,001), bem como correlações positivas entre a percepção da gravidade da doença e a qualidade de vida dos gatos (p = 0,353; p = 0,041) e dos tutores (p = 0,475; p = 0,005). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a esporotricose exerce impacto negativo sobre a qualidade de vida dos gatos e de seus tutores, evidenciando a importância da avaliação da percepção dos responsáveis como complemento à avaliação clínica no manejo da doença.

PALAVRAS-CHAVE: Esporotricose; Gatos; Qualidade de vida.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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