QUESTÕES PROCEDIMENTAIS NO USO DA IA EM PESQUISA
INTRODUÇÃO: A Inteligência Artificial tem se tornado cada vez mais presente no dia a dia das pessoas e também no ambiente acadêmico. Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude e Copilot são capazes de auxiliar na busca de informações, na organização de dados, na elaboração de textos e diversas outras atividades relacionadas à pesquisa. Na área do Direito essas tecnologias vêm sendo utilizadas para facilitar o acesso a conteúdos, analisar documentos e auxiliar pesquisadores durante a produção científica. No entanto, o uso dessas ferramentas também gera dúvidas sobre questões como confiabilidade das informações, autoria dos textos, privacidade dos dados e responsabilidade pelos resultados obtidos. OBJETIVOS: Diante disso, a pesquisa buscou investigar quais critérios éticos e procedimentais devem ser observados na utilização da Inteligência Artificial na pesquisa em Direito, tendo como objetivos específicos delimitar o conceito de inteligência artificial, e quais as suas modalidades, características e atributos; identificar as etapas da pesquisa em Direito nas quais a Inteligência Artificial pode ser utilizada como ferramenta de suporte e quais seus usos; e levantar as questões procedimentais em relação à utilização de IA quando da realização de pesquisa, observando as etapas de um projeto de pesquisa. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa seguiu o método sistêmico, proposto por Maturana e Varela, e a técnica de pesquisa utilizada foi a documentação indireta por meio da pesquisa documental e bibliográfica. RESULTADOS: Com base nas etapas de uma pesquisa foi possível identificar diversas formas de utilização da Inteligência Artificial ao longo da elaboração de um projeto de pesquisa. Apesar das possibilidades apresentadas, a literatura destaca que a utilização da Inteligência Artificial na pesquisa científica deve ocorrer de forma ética, transparente e responsável, exigindo cuidados em todas as etapas do trabalho. Embora essas ferramentas ofereçam praticidade e agilidade em diversas atividades, as informações fornecidas por elas precisam ser verificadas antes de serem utilizadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante dessas considerações, conclui-se que a Inteligência Artificial pode contribuir de maneira significativa para a pesquisa acadêmica e jurídica, especialmente em atividades relacionadas à busca e à organização de informações. No entanto, sua utilização não elimina a responsabilidade do pesquisador, que continua sendo o principal responsável pela análise das informações, pela interpretação dos dados e pelas conclusões apresentadas no trabalho. Por isso, a Inteligência Artificial deve ser usada como um instrumento de apoio ao trabalho do pesquisador, e não como substituta da análise crítica e da reflexão necessárias à produção científica. Trata-se de um tema atual e em constante transformação, que ainda demanda novas discussões e estudos, especialmente diante do avanço dessas tecnologias e de sua presença cada vez maior no ambiente acadêmico.
PALAVRAS-CHAVE: Inteligência Artificial; Etapas de pesquisa; Direito; Questões procedimentais; Honestidade intelectual.
Votação encerrada.