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VALIDAÇÃO DA ANÁLISE DE CARBONO ORGÂNICO DO SOLO POR VIA ÚMIDA PARA ANÁLISES DE ROTINA NO LABORATÓRIO DE SOLOS E NUTRIÇÃO DE PLANTAS DA PUCPR

MARAFIGO, Giovanna de¹; SCHMITZ, Alani Gabrielli²; PIERRI, Leticia de³
Curso do(a) Estudante: Agronomia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Agronomia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A matéria orgânica do solo (MOS) desempenha papel fundamental na qualidade e sustentabilidade dos sistemas agrícolas, influenciando atributos químicos, físicos e biológicos do solo, além de ser um importante indicador de fertilidade e produtividade. A determinação do carbono orgânico (CO) por métodos de oxidação via úmida, especialmente pelo método de Walkley-Black e suas variações, é amplamente utilizada em laboratórios de rotina devido à praticidade e baixo custo, porém apresenta limitações relacionadas a interferências e diferenças metodológicas, tornando necessária a avaliação de procedimentos mais precisos e reprodutíveis. OBJETIVOS: Comparar diferentes variações do método de Walkley-Black na determinação do CO do solo, avaliando sua eficiência, reprodutibilidade e aplicabilidade em condições laboratoriais. Além disso, buscou-se verificar a influência de interferentes, como íons cloreto, e identificar a metodologia mais adequada para análises de rotina no Laboratório de Solos e Nutrição de Plantas da PUCPR. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado um estudo com seis amostras de solo, sendo três amostras provenientes de áreas agrícolas da Fazenda Experimental Gralha Azul (FEGA) da PUCPR, e três amostras oriundas do programa de certificação CELA (Controle de Qualidade de Análises de Solo – NEPAR/SBCS). As amostras foram submetidas à determinação do CO pelo método de Walkley-Black no Laboratório de Solos e Nutrição de Plantas da PUCPR. Foram avaliadas diferentes variações metodológicas, incluindo o método descrito pelo Manual de Métodos de Análise de Solo da EMBRAPA (2017), o método volumétrico e colorimétrico do Instituto Agronômico de Campinas (RAIJ et al., 2001), além da aplicação de sulfato de prata (Ag₂SO₄) para redução de interferências por íons cloreto em cada método. As análises foram realizadas com sete a dez replicatas por metodologia, utilizando amostras com diferentes teores de carbono, incluindo materiais provenientes de áreas com histórico de aplicação de fertilizantes e dejeto líquido bovino. Os resultados foram avaliados com base em correlação linear e polinomial de 3° grau entre metodologias, e através do coeficiente de variação dos teores de CO obtidos nas replicatas para cada metodologia. RESULTADOS: Houve divergências entre os métodos avaliados quanto à facilidade de execução e aos resultados analíticos obtidos. A metodologia considerada mais aplicável para utilização em laboratório foi o método colorimétrico baseado na metodologia do IAC (Raij et al., 2001), por apresentar maior eficiência na obtenção dos resultados, melhor reprodutibilidade entre as análises (baixo CV%) e maior viabilidade operacional em comparação às demais metodologias avaliadas. A adição de Ag₂SO₄ ao método facilita a observação do ponto de virada da titulação, o que levou à uma correlação melhor entre os métodos Embrapa e IAC volumétrico. No entanto, ao contrário da hipótese inicial, o Ag₂SO₄ não retirou o efeito de superestimativa causado pela presença de cloretos oriundos de dejeto animal na amostra. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O método Walkley-Black descrito pelo manual da Embrapa apresenta maiores problemas analíticos em função da dificuldade de visualização do ponto de virada na titulação, além de ser um método mais laborioso. Para o Laboratório de Solos da PUCPR recomenda-se a utilização do método IAC colorimétrico, por sua maior facilidade e reprodutibilidade de resultados.

PALAVRAS-CHAVE: Análise de fertilidade do solo; Matéria orgânica do solo; Titulação; Instituto Agronômico de Campinas; Oxidação via úmida.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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