AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DAS RESPOSTAS FORNECIDAS POR CHATBOTS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (CHATGPT E GEMINI) EM DÚVIDAS REAIS DE PACIENTES NO SUS SOBRE HPB
INTRODUÇÃO: A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição altamente prevalente e uma das principais causas de sintomas de trato urinário inferior em homens adultos e idosos. Paralelamente à HPB e demais doenças, ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, passaram a ser utilizadas por pacientes para esclarecer dúvidas médicas, mesmo que a qualidade e segurança das respostas ainda sejam incertas, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). OBJETIVOS: Avaliar comparativamente a coerência, acurácia e qualidade das respostas fornecidas pelo ChatGPT e Gemini às dúvidas mais frequentes sobre HPB de pacientes atendidos no Ambulatório de Urologia do Hospital Universitário Cajuru (Curitiba – PR). MATERIAIS E MÉTODO: Estudo transversal observacional, de abordagem qualitativa e quantitativa. As dúvidas foram coletadas no ambulatório por meio de duas perguntas abertas, compiladas, e posteriormente tiveram sua frequência contabilizada. As 15 perguntas mais frequentes, responsáveis por 83 das 109 totais (76,1% do total), foram submetidas às versões gratuitas do ChatGPT e Gemini em conversas independentes. Dois especialistas em urologia avaliaram as respostas por meio das escalas GQS (Global Quality Scale), DISCERN e Likert RESULTADOS: A categoria de sintomas foi o tema mais frequente entre as perguntas. As medianas calculadas foram semelhantes entre as plataformas, sendo GQS 4 para ambas, DISCERN 4 para ambas e Likert 3 para ambas. Não houve diferença estatisticamente significativa em GQS, DISCERN ou Likert. As respostas foram consideradas e classificadas como adequadas em 86,7% dos casos nas escalas GQS e DISCERN, já pela escala Likert, 73,3%. Além disso, houve sinalização de resposta de risco em 26,7% das respostas do Gemini e 13,3% das respostas do ChatGPT CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ambas as plataformas de inteligência artificial apresentaram desempenho favorável, sem evidência de superioridade entre as plataformas, porém, a ocorrência de respostas não adequadas e respostas de risco impedem que essas ferramentas sejam consideradas substitutas da atuação médica. O uso deve ser complementar à prática médica, com análise crítica e supervisionada.
PALAVRAS-CHAVE: Hiperplasia Prostática Benigna; Inteligência artificial; ChatGPT; Gemini; Sistema Único de Saúde.
Votação encerrada.