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ESTUDO PILOTO DE MEMBRANA DE COLÁGENO 3D PARA CORREÇÃO DE HÉRNIA INGUINAL

LEITE, Jaqueline Souza Chaves Taniguchi¹; TUON, Felipe Francisco Bondan³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O tratamento cirúrgico da hérnia inguinal muitas vezes envolve o uso de uma tela para reforçar a parede abdominal e prevenir a recorrência. O propósito, e a escolha do tipo específico pode depender de vários fatores, como o tipo de hérnia, a abordagem cirúrgica utilizada e a preferência do cirurgião. Considerando os potenciais benefícios de uma membrana biológica, este trabalho descreve o caso do primeiro paciente em estudo piloto para avaliação da segurança de uma tela biológica de pericárdio bovino descelularizada OBJETIVOS: Diante do exposto e considerando os potenciais benefícios de uma membrana biológica, o propósito deste estudo é avaliar a segurança de uma tela biológica 3D de pericárdio bovino descelularizada. A membrana biológica com pericárdio é amplamente usada desde a década de 80. O material nesse projeto já é amplamente utilizado em cirurgia cardíaca com décadas de experiência, não sendo considerado um novo produto, mas uma nova aplicação de um produto existente em um novo sítio cirúrgico. MATERIAIS E MÉTODO: O projeto de pesquisa é um estudo piloto experimental. Em relação ao material, foi produzida uma membrana de colágeno como tela para correção de hérnia inguinal, realizada a preparação de tecido e descontaminação do material. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética. A seleção do participante contemplava paciente sem comorbidades e com indicação de correção cirúrgica de hérnia inguinal. RESULTADOS: Foram incluídos dois pacientes do sexo masculino, de 31 e 62 anos, submetidos à hernioplastia inguinal laparoscópica com implantação da tela biológica desenvolvida no presente estudo, pelas técnicas TEP e TAPP, respectivamente. No intraoperatório, identificaram-se hérnias inguinais diretas, sem defeitos indiretos; no primeiro caso, observou-se ainda pequena hérnia femoral e lipoma de cordão, que foi ressecado, enquanto no segundo foram tratadas hérnias diretas bilaterais (Nyhus IIIA). Em ambos os procedimentos, a tela foi posicionada adequadamente no espaço pré-peritoneal, sem intercorrências cirúrgicas. Os pacientes apresentaram evolução pós-operatória satisfatória, com alta no primeiro dia após a cirurgia, sem complicações imediatas. No seguimento ambulatorial, ambos permaneceram assintomáticos, com adequada cicatrização da ferida operatória e ausência de sinais de infecção, complicações ou recidiva clínica. No segundo caso, os exames laboratoriais permaneceram dentro da normalidade, sendo relatado apenas discreto desconforto inguinal intermitente, compatível com a evolução pós-operatória esperada, mantendo seguimento conforme protocolo do estudo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados iniciais do estudo piloto demonstram que a utilização da membrana biológica em hernioplastias inguinais laparoscópicas foi segura e factível, com evolução pós-operatória satisfatória, adequada cicatrização da ferida operatória e ausência de complicações, infecção ou recidiva clínica durante o seguimento. Esses achados apoiam a continuidade da investigação em uma amostra maior e com acompanhamento em longo prazo.

PALAVRAS-CHAVE: Hérnia; Materiais Biocompatíveis; Herniorrafia; Hérnia Inguinal; Parede Abdominal.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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