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AVALIAÇÃO CLÍNICA DE PACIENTES SUBMETIDOS A IMPLANTE DE TERMOPLÁSTICO ANTIMICROBIANO (PLA) EM CRANIOPLASTIAS

BUSCHLE, Lívia Munhoz da Rocha¹; DANTAS, Leticia Ramos²; TUON, Felipe Francisco Bondan³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A cranioplastia é uma técnica neurocirúrgica essencial para restaurar defeitos cranianos após craniectomias, com objetivos tanto estéticos quanto funcionais. A inovação tecnológica, especialmente o uso da engenharia reversa e impressão 3D, tem possibilitado a criação de implantes personalizados com materiais como o ácido polilático (PLA) e o polietileno tereftalato glicol-modificado (PETG). Além de sua biocompatibilidade e biodegradabilidade, ambos PETG e PLA permitem impregnação com antibióticos como a vancomicina, oferecendo potencial antimicrobiano para reduzir infecções pós-operatórias. OBJETIVOS: O presente estudo teve como objetivo principal avaliar e comparar a segurança e eficácia clínica de placas de PLA e PETG impregnadas com vancomicina em pacientes submetidos à cranioplastia, considerando parâmetros funcionais, estéticos e de qualidade de vida. MATERIAIS E MÉTODO: Foram selecionados 10 pacientes submetidos a cranioplastia entre junho e dezembro de 2023 com implantes de PLA e 25 pacientes submetidos cranioplastia entre julho de 2024 e maio de 2026 com implantes de PETG. Os implantes foram produzidos a partir de imagens de tomografia computadorizada, utilizando softwares de modelagem 3D e impressoras com filamento PLA ou PETG. As placas foram impregnadas com vancomicina por técnica de intumescimento e esterilizadas com óxido de etileno. Os pacientes foram acompanhados conforme protocolo institucional com avaliação clínica e por tomografia. RESULTADOS: O grupo PLA incluiu 10 pacientes (8 homens), com idade média de 39,6 anos e o grupo PETG incluiu 25 pacientes (15 homens), com idade média de 42 anos. Em ambos os grupos a maioria dos casos decorreu de trauma craniano. O tempo médio de internação foi de 1,3 dias no grupo PLA e 2 dias no grupo PETG. Para os dois grupos as complicações foram mínimas, incluindo infecções superficiaiss tratada com antibióticos, infecção associada ao implante que resultou em sua remoção e fratura de placa. No caso do grupo PLA, as tomografias feitas demonstraram boa integração do implante, com ausência de reabsorção significativa após 12 meses e a análise por reconstrução 3D indicou encaixe anatômico satisfatório na maioria dos casos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados preliminares sugerem que o uso de implantes de PLA e PETG impregnados com vancomicina são uma alternativa segura e eficaz para reconstruções cranianas personalizadas. A biocompatibilidade dos materiais, aliada à sua capacidade antimicrobiana e facilidade de produção por impressão 3D, os tornam promissores, especialmente em contextos de recursos limitados. Novos estudos com maior número de pacientes e acompanhamento prolongado são recomendados para validar esses achados.

PALAVRAS-CHAVE: Cranioplastia; Impressão 3D; Ácido polilático; Polietileno tereftalato glicol-modificado

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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