Logo PUCPR

DESINFORMAÇÃO EM DISCURSOS MIDIÁTICOS SOBRE ATLETAS TRANSSEXUAIS E INTERSEXUAIS NOS ESPORTES OLÍMPICOS

CARPES, Beatriz Agustini¹; COLOMBO, Renan³
Curso do(a) Estudante: Jornalismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Jornalismo – Escola de Belas Artes – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Diante da ascensão de discursos baseados em pânicos morais e da rápida proliferação de notícias falsas nas redes sociais, o estudo fundamenta-se nos conceitos teóricos de pós-verdade, infocracia e manipulação discursiva, o estudo fundamenta-se nos conceitos teóricos de pós-verdade, infocracia e manipulação discursiva. OBJETIVOS: Esta pesquisa analisa como as narrativas desinformativas acerca da inclusão de atletas transsexuais e intersexuais nos esportes olímpicos se disseminam no ecossistema digital e influenciam a percepção pública sobre o tema. MATERIAIS E MÉTODO: A metodologia adotada foi a Análise de Conteúdo, estruturada a partir da seleção de um corpus empírico composto por seis notas de checagem de fatos publicadas pelas agências brasileiras de fact-checking Agência Lupa, Aos Fatos e Estadão Verifica. RESULTADOS: Os resultados obtidos revelam uma expressiva centralização da propagação dos boatos por parte de atores políticos da esfera pública nacional de perfil conservador, que figuram como impulsionadores ou autores diretos em 66,7% das ocorrências mapeadas. Identificou-se a utilização sistemática de estratégias discursivas baseadas no misgendering, no uso de linguagem hiperbólica e alarmista e no apelo a um biologismo reducionista de senso comum, que desconsidera os critérios normativos e genéticos do Comitê Olímpico Internacional (COI). Constatou-se também que os picos de veiculação e engajamento dessas narrativas coincidem temporalmente com a visibilidade de grandes eventos do calendário esportivo internacional. Como produto prático e artefato tecnológico derivado da pesquisa, foi elaborado um panfleto educacional, estruturado para promover o letramento midiático, esclarecer as distinções conceituais entre identidade de gênero e variações intersexo, e fornecer um checklist preventivo contra a proliferação de boatos para a sociedade CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a desinformação esportiva opera como um recurso instrumental de poder político e engajamento ideológico, reforçando a relevância de intervenções pedagógicas e da comunicação científica na mediação do debate público.

PALAVRAS-CHAVE: Desinformação; Atletas transsexuais; Intersexualidade; Pânico moral; Letramento midiático.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

QUERO VOTAR NESTE TRABALHO

Votação encerrada.