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IMPACTO DO USO DE CREATINA COM E SEM HMB NO PERFIL LIPÍDICO E INFLAMATÓRIO DE IDOSOS DIABÉTICOS

BORTOLI, Davi Marcon¹; BIGNARDI, Paulo Roberto³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) constitui uma das principais doenças crônicas na população idosa e está associado à ocorrência de alterações metabólicas, inflamatórias e renais que aumentam o risco de complicações cardiovasculares e comprometem a qualidade de vida. Nesse contexto, a creatina e o β-hidroxi-β-metilbutirato (HMB) têm sido estudados como estratégias nutricionais potencialmente capazes de modular esses processos, embora seus efeitos em idosos com DM2 ainda permaneçam pouco esclarecidos. OBJETIVOS: Avaliar os efeitos da suplementação com creatina, isoladamente ou associada ao HMB, sobre o perfil lipídico, os marcadores inflamatórios e os indicadores de função renal em idosos com DM2. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um ensaio clínico randomizado envolvendo 21 idosos com DM2, distribuídos nos grupos creatina (n = 7), creatina + HMB (n = 8) e controle (n = 6). Foram avaliados, antes e após três meses de intervenção, os níveis séricos de colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e proteína C-reativa (PCR), além da relação neutrófilo/linfócito, da taxa de filtração glomerular (TFG) e da relação albumina-creatinina (RAC) urinária. As comparações entre os grupos foram realizadas por meio de testes estatísticos apropriados, adotando-se nível de significância de 5%. RESULTADOS: Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos nos parâmetros do perfil lipídico, incluindo colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos, após o período de suplementação. Da mesma forma, a intervenção não promoveu alterações significativas nos marcadores inflamatórios, representados pela PCR e pela relação neutrófilo/linfócito. Em relação aos indicadores de função renal, não foram identificadas diferenças significativas na taxa de filtração glomerular ou na RAC urinária entre os grupos, embora tenha sido observada uma discreta tendência à preservação da TFG no grupo que recebeu suplementação combinada de creatina e HMB, sem significância estatística. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nas condições avaliadas, a suplementação com creatina, isoladamente ou associada ao HMB, não promoveu efeitos significativos sobre o perfil lipídico, os marcadores inflamatórios ou os indicadores de função renal em idosos com DM 2. Apesar da ausência de benefícios mensuráveis nos desfechos analisados, o estudo contribui para ampliar as evidências sobre a utilização dessas intervenções nessa população e reforça a necessidade de ensaios clínicos com maior número de participantes, acompanhamento por períodos mais prolongados e incorporação de biomarcadores adicionais para melhor esclarecer seus potenciais efeitos clínicos.

PALAVRAS-CHAVE: Diabetes Mellitus Tipo 2; Creatina; Idoso; Inflamação; Função Renal.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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