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AVALIAÇÃO HISTOLÓGICA DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA EM MODELO EXPERIMENTAL DE CRANIOPLASTIA COM IMPLANTES DE POLÍMERO PLA

ROCHA, Anna Luiza Marroco da¹; BESPALEZ, Renato³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): PPGCS – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A hipertensão intracraniana refratária tem como um dos tratamentos a hemicraniectomia descompressiva (HCD) que é um procedimento neurocirúrgico de remoção de um retalho ósseo associado a abertura da meninge dura máter, sem um reposicionamento imediato do fragmento removido. Na HCD, o retalho ósseo não é reposicionado imediatamente no paciente podendo ser enviado a banco de ossos ou implantado no subcutâneo do abdômen para posterior implantação autóloga por cranioplastia reconstrutiva, porém devido às elevadas taxas de complicações o uso de materiais sintéticos pós craniectomia se mostram uma ótima solução. Como alternativa, os implantes de ácido poliláctico (PLA) tem sido explorados por serem biodegradáveis, biocompatíveis e precisos anatomicamente por engenharia reversa, além da possibilidade de incorporação de antibióticos para prevenção de infecções. OBJETIVOS: : Avaliar a resposta inflamatória de tecidos cranianos submetidos à cranioplastia com implantes de ácido poliláctico com ênfase na caracterização celular e tecidual das fases aguda e crônica do processo inflamatório. MATERIAIS E MÉTODO: Trata-se de um estudo experimental in vivo de cranioplastia com implante de modelos de ácido poliláctico (PLA) impressos através de modelagem 3D, realizados em 36 ratos Wistar, com 12 semanas de vida, sendo 18 machos e 18 fêmeas divididos em dois grupos, G1 – Controle e G2 -PLA, com eutanásias em 7, 30 e 90 dias, sendo posteriormente as amostras analisadas histologicamente. RESULTADOS: Aos 7 dias, as principais diferenças entre os grupos estavam relacionadas à organização do tecido conjuntivo e à intensidade da resposta inflamatória. O G1 apresentava reparo fibroso desorganizado; o G2, integração inicial com inflamação discreta. Aos 30 dias, ambos os grupos apresentaram maior maturação do tecido conjuntivo e atividade osteogênica focal. O grupo controle mostrou integração parcial dos fragmentos, mas ainda com tecido conjuntivo abundante entre eles enquanto o grupo PLA apresentou interface organizada, porém osteogênese discreta. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O uso de implantes de PLA em cirurgias descompressivas através de cranioplastia apresenta-se como uma alternativa viável econômica e biologicamente, porém mais estudos devem ser realizados para uma melhor compreensão dos resultados.

PALAVRAS-CHAVE: Hemicraniectomia descompressiva; Ácido poliláctico (PLA); Resposta inflamatória; Polimetilmetacrilato (PMMA).

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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