DO ESPAÇO HUMANIZADO À PAISAGEM SUSTENTADA: SOLUÇÕES INOVADORAS PARA METRÓPOLES DO BRASIL
INTRODUÇÃO: A problemática tratada pela investigação é pautada nas óticas científicas fragmentadas, que potencializam a necessidade de tornar cidades mais humanizadas no país, em especial os grandes centros. Com vistas ao enfrentamento dessa questão, enuncia-se a hipótese investigativa de que medidas de inovação e tecnologia, subordinadas a modelos aplicáveis às diferentes realidades nacionais, possibilitam a sua interação para mitigação de problemas atuais e futuros. OBJETIVOS: Nessa perspectiva, o estudo procura avaliar diretrizes de gestão integrada para humanização de espaços em metrópoles brasileiras, em associação com políticas de conformação de paisagens sustentadas, perpassando, embora não exclusivamente, por resultados de pesquisas precedentes. Paralelamente, busca respostas à pergunta orientadora sobre quais são essas diretivas principais. MATERIAIS E MÉTODO: A investigação foi dividida em três fases principais, sendo a primeira (estabelecimento de bases de referência) voltada para a fundamentação teórica, organizando teorias e conceitos relacionados à temática e métodos e técnicas aplicáveis, para melhor compreensão das tipologias paisagísticas envolvidas (competitiva, divulgada, humanizada, iluminada, planejada, preservada, protegida, segregada, segura, socializada, solidária e sustentada). A segunda (desenvolvimento dos estudos de caso) visou à contextualização urbanística das metrópoles estudadas, buscando o entendimento de aspectos físico-territoriais, socioeconômicos e político-institucionais das cidades selecionadas (Norte: Belém, Pará; Nordeste: Salvador, Bahia; Centro-Oeste: Cuiabá, Mato Grosso; Sudeste: Belo Horizonte, Minas Gerais; Sul: Curitiba, Paraná); adicionalmente, foi realizada a caracterização de áreas vulneráveis escolhidas em cada uma delas (respectivamente: Travessa das Mercês, Ruas Portão da Piedade, Joaquim Murtinho e da Bahia, e Avenida Sete de Setembro). Na terceira fase (sistematização de diretrizes de gestão), foram desenvolvidas soluções urbanísticas e paisagísticas para aqueles pontos, priorizando opções tecnológicas e inovadoras. RESULTADOS: Os achados indicam que, apesar de cada local ter suas particularidades, muitas vezes compartilham de problemáticas similares e, por decorrência, propostas semelhantes. As principais deficiências encontradas derivam da insuficiência de iluminação, da deterioração do ambiente, da necessidade de conservação e da carência de atrativos que proporcionem sensações positivas ao ser humano, dentre muitas outras. Nas propostas sugeridas, são encontradas soluções como a instalação de iluminação fotovoltaica, câmeras de monitoramento inteligentes, mobiliários urbanos tecnológicos adaptados, gestão municipal da manutenção e paisagismo sensorial, além de outras. Tanto as vulnerabilidades quanto as soluções são relacionadas com tipologias de paisagens estudadas na primeira etapa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se, então, que a partir da análise dos resultados obtidos e da aferição da hipótese investigativa citada, proposições de agenciamento paisagístico que incluem tecnologia e inovações, juntamente com a adequação das condições ambientais e humanas, geram espaços que proporcionam agradabilidade, sustentabilidade e diversos benefícios à sociedade como um todo, incluindo demais aspectos físico-territoriais, socioeconômicos e político-institucionais, propiciando alternativas de melhoria de metrópoles brasileiras.
PALAVRAS-CHAVE: Bases de referência; Estudos de caso; Diretrizes de gestão; Contextos urbanísticos; Propostas paisagísticas.
Votação encerrada.