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RELAÇÃO ENTRE A VARIANTE RS2285666 DO GENE ECA2, NÍVEIS DE IL-6 E SUSCETIBILIDADE A À INFECÇÕES DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM CRIANÇAS EXPOSTAS À COVID-19 INTRAÚTERO

MATOS, Ana Clara Figueiredo¹; TAVARES, Eliandro Reis²; SACHETIM, Mariana Campana Garcia Cid²; STIPP, Aline Tancler³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: A infecção pelo SARS-CoV-2 durante a gestação despertou grande interesse científico devido aos possíveis impactos da exposição intrauterina sobre a saúde da prole. Embora a transmissão vertical do vírus seja considerada incomum, a resposta imunológica materna desencadeada pela infecção pode influenciar o ambiente fetal e o desenvolvimento imunológico das crianças. Entre os fatores envolvidos na variabilidade da resposta ao SARS-CoV-2, destacam-se os polimorfismos do gene ECA2 (ACE2), responsável pela codificação da enzima conversora de angiotensina 2, principal receptor utilizado pelo vírus para entrada nas células hospedeiras. Além disso, mediadores inflamatórios, como a IL-6, apresentam papel relevante na resposta imunológica e podem estar relacionados à evolução da infecção e aos possíveis efeitos na saúde infantil. OBJETIVOS: Avaliar a associação entre a variante genética rs2285666 do gene ECA2, os níveis de IL-6 e a ocorrência de infecções de vias aéreas superiores em crianças nascidas de gestantes infectadas pelo SARS-CoV-2 durante a gestação. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado um estudo observacional envolvendo gestantes com diagnóstico confirmado de COVID-19 durante a gestação e seus respectivos filhos. As amostras biológicas foram submetidas à extração de DNA e análise da variante rs2285666 do gene ECA2. As crianças foram acompanhadas clinicamente durante o primeiro ano de vida, avaliando-se a frequência de episódios de infecções respiratórias. A dosagem da citocina IL-6 estava prevista como parte da avaliação imunológica, porém não foi realizada devido ao elevado custo das análises em laboratório particular e à indisponibilidade do equipamento necessário na Universidade Estadual de Londrina durante o período de execução do projeto. RESULTADOS: A análise genética demonstrou que a variante rs2285666 não apresentou associação significativa com maior ocorrência de infecções de vias aéreas superiores em crianças expostas ao SARS-CoV-2 durante a vida intrauterina. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os genótipos avaliados em relação ao desfecho clínico analisado. A avaliação clínica permitiu caracterizar a ocorrência de infecções respiratórias nessa população, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre os possíveis efeitos da exposição gestacional ao vírus na saúde infantil. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados indicam que a variante rs2285666 do gene ECA2, isoladamente, não parece exercer influência determinante na suscetibilidade a infecções respiratórias durante o primeiro ano de vida em crianças expostas ao SARS-CoV-2. Entretanto, considerando a complexidade da interação entre fatores genéticos, imunológicos e ambientais, estudos futuros com maior número de participantes, acompanhamento longitudinal e inclusão de diferentes biomarcadores poderão contribuir para uma compreensão mais abrangente dos mecanismos envolvidos e dos possíveis impactos da exposição intrauterina ao SARS-CoV-2 na saúde infantil.

PALAVRAS-CHAVE: SARS-CoV-2; ECA2; rs2285666; gestação; infecções respiratórias infantis.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa PUCPR no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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