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INTERAÇÃO ENTRE VARIANTES POLIGÊNICAS E FATORES AMBIENTAIS NO PERFIL SENSORIAL DE CRIANÇAS EXPOSTAS À COVID-19 GESTACIONAL

BULLA, Rafaela Brambilla¹; OLIVEIRA, Ana Carolina Galindo de²; MIGUITA, Ana Luísa Paranzini²; BIS, Carolina Kashiwaqui²; OLIVEIRA, Carlos Eduardo Coral de³
Curso do(a) Estudante: Medicina – Câmpus Londrina
Curso do(a) Orientador(a): Medicina – Escola de Londrina – Câmpus Londrina

INTRODUÇÃO: O neurodesenvolvimento infantil resulta da interação entre fatores genéticos e ambientais, e a exposição gestacional à COVID-19 tem sido investigada como uma possível influência sobre esse processo. Nesse contexto, a avaliação conjunta de variantes relacionadas ao neurodesenvolvimento pode contribuir para compreender por que crianças submetidas a exposições semelhantes apresentam trajetórias diferentes. OBJETIVOS: Analisar a interação entre um escore de risco poligênico exploratório e a exposição gestacional à COVID-19 sobre os perfis sensoriais de crianças aos três meses de idade, bem como comparar os resultados do Perfil Sensorial 2 entre crianças expostas e não expostas à infecção materna. MATERIAIS E MÉTODO: Foram avaliadas 113 crianças, sendo 41 expostas à COVID-19 durante a gestação e 72 pertencentes ao grupo controle. O escore genético foi construído a partir de seis variantes dos genes KDM5B, CHD2 e SHANK3: rs16850357, rs4950740, rs3210462, rs2272457, rs76224556 e rs9616915. Como não estavam disponíveis pesos externos derivados de estudos genômicos, foi utilizado um escore não ponderado de carga alélica, calculado para crianças com pelo menos quatro loci válidos e posteriormente padronizado em unidades de desvio-padrão. Os domínios e o escore total do Perfil Sensorial 2 foram comparados entre os grupos, e a interação entre o escore genético e a exposição à COVID-19 foi avaliada por regressão linear múltipla, ajustada por sexo, prematuridade, idade materna e tipo de parto. Também foram realizadas regressão logística para perfil sensorial elevado e análises de sensibilidade. RESULTADOS: O escore pôde ser calculado para 90 crianças, sem diferença em sua distribuição entre os grupos exposto e controle. Não foram observadas diferenças consistentes nos domínios ou no escore total do Perfil Sensorial 2 entre crianças expostas e não expostas à COVID-19 gestacional. Da mesma forma, não houve evidência de interação entre o escore genético e a exposição materna em nenhum dos desfechos avaliados. Em modelos sem interação, valores mais elevados do escore foram associados ao aumento do processamento geral, porém esse achado foi atenuado quando a variante rs76224556, que apresentou desequilíbrio de Hardy–Weinberg, foi retirada do escore. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados não confirmaram a hipótese de que o risco poligênico modificaria o efeito da COVID-19 gestacional sobre o perfil sensorial aos três meses. Embora tenha sido identificado um possível sinal genético relacionado ao processamento geral, sua dependência da composição do escore indica que o achado deve ser considerado exploratório. Estudos futuros com amostras maiores, acompanhamento longitudinal, maior cobertura genômica e escores ponderados por dados externos serão importantes para esclarecer essa possível relação.

PALAVRAS-CHAVE: Escores de risco poligênico; COVID-19; Neurodesenvolvimento infantil; Processamento sensorial.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida na modalidade voluntária no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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