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ESTUDO RETROSPECTIVO DAS PRINCIPAIS ALTERAÇÕES ASSOCIADAS À DISPLASIA DE COTOVELO EM CÃES

CATÃO, Victória Moreira Leite¹; VILLANOVA JUNIOR, Jose Ademar³
Curso do(a) Estudante: Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Medicina Veterinária – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: Adisplasia do cotovelo (DC) em cães consiste em uma afecção ortopédica complexa, caracterizada pelo desenvolvimento anormal da articulação. Esta condição engloba quatro manifestações primárias distintas: a incongruência articular (IA), a não união do processo ancôneo (NUPA), a fragmentação do processo coronoide medial da ulna (FPCM) e a osteocondrose do côndilo umeral (OCU). Tais lesões podem manifestar-se de forma isolada ou associada, alterando as forças biomecânicas locais e culminando em dor crônica, claudicação e progressão irreversível para a doença articular degenerativa (DAD) secundária. OBJETIVOS: Analisar a prevalência, a correlação e os fatores preditivos das diferentes alterações fisiopatológicas associadas à DC em cães atendidos na região de Curitiba, Paraná, no período de 2016 a 2025. MATERIAIS E MÉTODO: Realizou-se um estudo retrospectivo observacional, cuja amostragem foi obtida a partir de prontuários clínicos e exames de imagem da Clínica Veterinária Escola da PUCPR e expandida para uma segunda instituição veterinária parceira. O delineamento baseou-se na avaliação individualizada de cada articulação umerorradioulnar como uma unidade experimental independente, totalizando uma amostragem de n= 82 cotovelos. Os dados foram analisados no software SPSS (v. 25.0), aplicando-se o teste não paramétrico do Coeficiente Tau (b) de Kendall para associações e modelos multivariáveis de Regressão Logística Binária para mensurar os riscos preditivos (p < 0,05). RESULTADOS: A IA consolidou-se como a alteração predominante (87%), seguida sequencialmente pela FPCM (38%), NUPA (20%) e OCU (9%). Os modelos de regressão logística demonstraram que o porte do animal constitui um fator predisponente estatisticamente significativo para a FPCM (p = 0,040), elevando as chances de fragmentação em aproximadamente 2,5 vezes a cada incremento de porte. A ocorrência de osteofitose secundária mostrou-se fortemente influenciada pela idade (p < 0,001) e pelo porte (p = 0,002), evidenciando que cães de maior porte possuem risco preditivo 6,4 vezes superior de desenvolver essa alteração. Constatou-se correlação positiva moderada entre a OCU e a claudicação (Tb = 0,337; p = 0,001), enquanto a NUPA associou-se de forma direta ao surgimento de osteofitose (Tb = 0,211; p = 0,029). CONSIDERAÇÕES FINAIS: A manifestação e a gravidade da DC na população avaliada são moduladas criticamente pelo porte e pela idade cronológica dos pacientes, sendo a IA o componente mais prevalente. Os achados reforçam a necessidade imperativa de triagem radiográfica e tomográfica precoce em animais de médio a grande porte, visando viabilizar intervenções terapêuticas oportunas que mitiguem o impacto degenerativo da enfermidade e resguardem o bem-estar e a função locomotora dos pacientes caninos.

PALAVRAS-CHAVE: não união do processo ancôneo; fragmentação do processo coronoide medial da ulna; osteocondrose do côndilo umeral.

APRESENTAÇÃO EM VÍDEO

Esta pesquisa foi desenvolvida com bolsa CNPq no programa PIBITI.
Legendas:
  1. Estudante
  2. Orientador
  3. Colaborador

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