DESENVOLVIMENTO DE PROTOCOLO DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE MEDULA ESPINHAL CANINA
INTRODUÇÃO: Novo título – PROPOSIÇÃO DE PROTOCOLOS DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE MEDULA ESPINHAL CANINA A PARTIR DA ANÁLISE RETROSPECTIVA DE 250 CASOSA ressonância magnética (RM) de alto campo é essencial no diagnóstico vertebromedular em cães, exigindo padronizações que alinhem qualidade de imagem e segurança anestésica. OBJETIVOS: Este estudo analisou a frequência de utilização de sequências de RM na rotina de um serviço especializado, mapeou o perfil epidemiológico e os achados em cães com suspeita de afecções vertebromedulares, visando estruturar propostas de protocolos base e complementares. MATERIAIS E MÉTODO: Realizou-se uma análise retrospectiva e descritiva de laudos de 250 exames de RM da medula espinal canina, encaminhados por indicação neurológica a um centro de imagem em Curitiba-PR, em equipamento de 1,5 Tesla. RESULTADOS: Na amostra, houve predomínio de machos (56%), cães de 7 a 15 anos (58%) e das raças Bulldog Francês (20,4%) e SRD (20,0%). O segmento toracolombar foi o mais acometido (56%). Devido à triagem clínica prévia por sinais neurológicos, a doença do disco intervertebral ocorreu em 98% dos casos (245/250). O protocolo padrão do serviço (sequências SPINE, T1W, T2W, STIR, HASTE) obteve frequência de utilização de 91,2% (228/250). Em 8,8% dos exames (22/250) ocorreram adaptações técnicas justificadas por instabilidade anestésica (3,2%), artefatos de microchips (4,8%) ou traumas (0,8%). Os achados permitiram estruturar uma proposta teórica de protocolo base e variações complementares aplicadas à realidade clínica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que protocolos de RM veterinária de medula espinhal devem conciliar consistência diagnóstica e flexibilidade operacional frente a intercorrências individuais dos pacientes.
PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico por imagem; Alto campo; Afecções vertebromedulares.
Votação encerrada.